Aposentadoria da Pessoa com Deficiência: assista o conteúdo criado pela Talento Incluir sobre esse tema aqui no Blog da Cavenaghi :)

Em setembro de 2020, a Talento Incluir realizou uma live onde sua anfitriã Tabata Contri (mulher com deficiência e consultora especialista em inclusão) entrevistou Aline Raquel Perboni (advogada e pós-graduada em direito previdenciário, além de também ser uma mulher com deficiência) sobre o tema “Aposentadoria da Pessoa com Deficiência”, trazendo muitas informações relevantes sobre esse assunto, como tempo de contribuição e a classificação dos tipos de deficiências, perguntas e respostas, etc.

Assista na íntegra esse super conteúdo e fique por dentro dos direitos (e deveres) da Pessoa com Deficiência quando o assunto é Previdência Social!

Curtiu o vídeo? Aproveita e se inscreve no canal da Cavenaghi e também no canal da Talento Incluir para ficar por dentro de várias novidades sobre o universo da Pessoa com Deficiência!

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Dia 24 de janeiro é celebrado o “Dia da Previdência Social e Aposentados” e como o assunto é relevante e de extrema importância para as Pessoas com Deficiência, entramos em contato com a Talento Incluir, nossa parceira, a fim de disseminar esse conteúdo criado por eles para que essa informação possa alcançar o maior número de pessoas e que os direitos e deveres sejam exercidos! Compartilhe você também!

Almofadas híbridas: conheça 3 modelos e saiba como escolher a melhor pra você!

Normalmente, o uso de uma almofada está diretamente relacionado a atender demandas específicas dos usuários. Quando falamos em almofadas híbridas, acrescentamos além dos cuidado com a  pele e com a saúde, a preocupação com o posicionamento adequado. As almofadas híbridas da marca ROHO são caracterizadas pela estabilidade de uma base feita em espuma – que permite o aumento da estabilidade para realização de transferências, promove o conforto e a melhora no posicionamento, além da acomodação e distribuição do peso das coxas para manter as pernas posicionadas – juntamente com a tecnologia das células de ar ROHO DRY FLOATATION®, que adaptam-se e modelam-se ao formato do corpo do usuário, diminuindo e aliviando os efeitos da pressão na pele (fator primário na formação das úlceras por pressão, também conhecidas por “escaras”). A seguir, apresentaremos 3 modelos e suas principais características:

1. Almofada Roho Hybrid Elite

A Almofada Roho Hybrid Elite composta pela tecnologia de células de ar ROHO DRY FLOATATION® e pela base de espuma firme com contornos, o compartimento de ar promove a distribuição da pressão ao redor da pelve, garantindo proteção a pele e tecidos moles e promovendo a redistribuição da pressão em torno da pelve além de garantir estabilidade, conforto e bom posicionamento sentado. É a almofada ideal para pessoas que precisam de uma acomodação da assimetria pélvica e da extremidade inferior da coluna proporcionada por um assento anatômico, além de uma base mais estável para realizar as transferências, associando tudo isso aos cuidados com pele.

DIMENSÕES
Largura: 35,5 cm a 51 cm
Profundidade: 37,5 cm a 53 cm
Altura: 11,25 cm

GARANTIA LIMITADA
Almofada: 24 meses
Capa: 6 meses

LIMITE DE PESO: 225 kg


2. Almofada Nexus Spirit

A Almofada Roho Nexus Spirit também possui a tecnologia ROHO DRY FLOATATION® com a estabilidade de uma base de espuma contornada, porem diferente da almofada Hybrid Elite que tem uma espuma firme, tem uma base de espuma macia. Essa base de espuma também promove estabilidade, posicionamento e suporte na transferência. As células de ar individuais envolvem o corpo do usuário, promovendo alívio de pressão e ajudando na prevenção das feridas na pele. Também é ideal para pessoas que necessitam de acomodação da assimetria pélvica e que precisam de um conforto extra enquanto permanece sentado na sua cadeira.

DIMENSÕES
Largura: 35,5 cm a 51 cm
Profundidade: 39,5 cm a 49,5 cm
Altura da célula de ar: 5,5 cm
Altura total: 9 cm

GARANTIA LIMITADA
Almofada: 24 meses
Capa: 6 meses

LIMITE DE PESO
Sem limite de peso


3. Almofada Airlite

O terceiro modelo é a Almofada Roho Airlite, uma almofada que dispensa qualquer tipo de manutenção, por se tratar de uma base de espuma macia e confortável, com células de ar internas à espuma, não ajustáveis, que permitem que a almofada se molde ao corpo do usuário, além de evitar que o usuário “afunde” na sua cadeira. O contorno suave na parte da coxa ajuda a manter a posição e a postura corretas, dando mais estabilidade, conforto e proteção ao usuário. Indicada para usuários ativos, que fazem mudanças corporais constantes e não tem risco de desenvolver lesões por pressão na pele, porem que querem uma almofada extremamente confortável e fácil de higienizar no dia a dia.

DIMENSÕES
Largura: 33 cm a 51 cm
Profundidade: 33 cm a 51 cm
Altura: entre 5 cm a 9,5 cm

GARANTIA LIMITADA
Almofada: 24 meses

LIMITE DE PESO: 136 kg


Sendo assim, Hybrid Elite, Nexus Spirit e Airlite são três modelos de almofadas híbridas com diferenciais entre si. Porém, os três modelos de almofada são indicados para pessoas que:

1) têm histórico de lesão de pele por pressão;
2) possuem uma pele mais sensível;
3) precisam de um suporte maior para que a pelve fique encaixada;
4) não querem “escorregar”;
5) precisam ficar estáveis na cadeira para mais função.

As lesões por pressão na pele, conhecidas popularmente como escaras, podem causar várias complicações médicas dolorosas e debilitantes. Prevenir sua ocorrência é possível através de conhecimento e intervenção precoce. Independente do modelo, tenha sempre em mente a importância de ter uma boa almofada para prevenir as escaras e sempre realizar alívios ao longo do dia.

O que é Esclerose Lateral Amiotrófica?

Imagem de PublicDomainPictures por Pixabay


Tempo de leitura: 5 minutos
Escrito por Karina Zákhia
Edição: Guilherme Rocha
Contato: marketing@cavenaghi.com.br


Abotoar uma camisa, virar uma chave na porta, utilizar uma faca para cortar alimentos, fazer uma ligação utilizando aparelho celular, levar o cachorro para passear e tantas outras atividades de vida diária (AVD’s) e de vida prática (AVP’s), que são inerentes ao cotidiano do ser humano, tornam-se bastante difíceis de executar quando os primeiros sinais da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) começam a manifestar.

A ELA é uma doença que acomete o sistema nervoso de caráter degenerativo, progressivo e incapacitante, caracterizada pela lesão dos neurônios motores no córtex, tronco cerebral e medula, levando a amiotrofia, fasciculações e espasticidade. O indivíduo com ELA geralmente evolui com o quadro clínico de fraqueza muscular e fadiga, e, dentro das práticas estabelecidas na reabilitação, a utilização equipamentos de tecnologia assistiva (TA) torna-se fundamental.

TA é o termo utilizado para identificar os recursos e serviços que objetivam promover a funcionalidade, melhoria da autonomia, da independência, da qualidade de vida e a inclusão social de pessoas com deficiência, incapacidade ou mobilidade reduzida. Atualmente é uma área em ascensão, impulsionada, principalmente, pelo novo paradigma da inclusão social, que defende a participação de pessoas com deficiência nos diversos ambientes da sociedade. As soluções computadorizadas, motorizadas e elétricas ganharam um espaço importante no mercado nacional e na vida das pessoas diagnosticadas com ELA. Essas soluções vão de acessórios básicos para o dia a dia como uma faca elétrica a automação residencial, com sensores de presença e temporizadores. Ou programas de computador, que com um simples olhar para a tela, o morador consegue acionar cenas ou tarefas pré-programadas, trazendo mais autonomia e independência.

O avanço desta tecnologia também está presente nos equipamentos para mobilidade. As cadeiras de rodas motorizadas vão além de dispositivos para deslocamento. Elas se tornaram a “extensão do usuário” e parte integrante para o funcionamento de muitas funções que estão disponíveis na sua configuração. A personalização dos componentes e a individualização da demanda reflete em um produto cada vez mais funcional e adaptável ao momento do usuário. A natureza especial deste tipo de tecnologia tão complexa é algo que exige trabalho constante para manter conhecimentos atualizados e desenvolvimento ativo visando sempre qualidade de vida.

Ah, e quando falamos de ELA, inevitavelmente trazemos a lembrança o desafio do balde de gelo (uma iniciativa a favor da conscientização da doença e também para estimular doações para as pesquisas relacionadas ao tema) além, é claro, de Stephen Halking, reconhecido internacionalmente por sua contribuição à ciência, sendo um dos mais renomados cientistas do século.


Karina Zhákia é graduada em Terapia Ocupacional pela Universidade Estadual Paulista – UNESP, com aprimoramento em adequação postural e traumato-ortopedia pelo HC FMUSP. Aperfeiçoamento em tecnologia assistiva e prescrição de cadeira de rodas. Experiencia no atendimento neuro-infantil na AACD Osasco/ SP. Atualmente é Supervisora de Vendas Terapêuticas da Cavenaghi!

O crescente mercado de equipamentos motorizados


Tempo de leitura: 5 minutos
Escrito por Fabíola Canal
Edição: Guilherme Rocha
Contato: marketing@cavenaghi.com.br


Ter a mobilidade reduzida é considerado um processo natural na vida de qualquer pessoa, consequente ao envelhecimento. Porém, podemos classificar como mobilidade reduzida, toda pessoa, em qualquer idade, que tenha por algum motivo dificuldade de movimentação, seja permanente ou temporária. A pessoa com mobilidade reduzida temporária, como num pós-operatório, ou permanente, como no envelhecimento, sequelas de doenças ou traumas que podem resultar em uma leve ou grave redução de mobilidade, frequentemente passam por uma mudança drástica ou contínua na sua qualidade de vida.

Uma mudança no comportamento desse público vem sendo notado pela presença cada vez mais ativa na procura por equipamentos assistivos que possam suprir essa dificuldade e/ou deficiência, como os dispositivos motorizados para mobilidade.

Pode-se dizer que nos três últimos anos houve um aumento de 46% na busca por esse tipo de solução. Os equipamentos mais procurados são as cadeiras de rodas motorizadas, scooters elétricas e sistema de motorização para cadeiras de rodas manuais. É importante ressaltar que a escolha para aquisição destes equipamentos, seja para um idoso, adulto ou criança, envolve características apresentadas pelo produto que os atenda em relação as suas necessidades físicas, visando além do posicionamento, o conforto,? segurança e preservação ou aumento de suas funções.

As cadeiras de rodas motorizadas são os recursos assistivos motorizados mais procurados, e estão disponibilizadas em dois tipos de chassis, monobloco e dobrável em “x”. Somada a facilidade de deslocamento na postura sentada, o modelo Stand Up, permite ao usuário ficar em pé, o que gera, além de todos os benefícios corporais trazidos pela postura ortostática, como melhora do sistema circulatório, respiratório, digestivo e ósseo, uma mudança de comportamento, possibilitando ao usuário ficar em pé varias vezes ao dia de maneira independente o que interfere também nas atividades do dia a dia, como a facilidade do alcance em superfícies mais altas.

Outra solução com crescente representatividade no mercado são os scooters elétricos que, na diversidade de modelos oferecidas no mercado estão intimamente relacionados ao estilo de vida dos usuários.  Com diferentes tamanhos, capacidades de potência e forma de armazenamento, atrai principalmente o público idoso. Nesta categoria de soluções, a pessoa se identificará ao modelo dependendo das suas necessidades do dia a dia, como tipo de transporte utilizado, lugares frequentados e distâncias percorridas.

E por fim, a motorização de cadeiras de rodas manuais, que já atrai um grande número de usuários, que têm nestes equipamentos a possibilidade de potencializar o uso da sua cadeira de rodas manual tornando-a motorizada com um equipamento de baixo peso e facilidade na instalação.

A escolha da solução que melhor atenderá as necessidades de qualquer pessoa com mobilidade reduzida deve incluir obrigatoriamente uma avaliação que considere todas as especificidades do usuário no que diz respeito aos aspectos físicos e motores; diagnóstico; contexto social e econômico, além dos aspectos emocionais relacionados às expectativas em relação a aquisição de qualquer produto. É importante ressaltar que um equipamento prescrito adequadamente garante o sucesso e otimização do seu uso.


Fabiola Canal é fisioterapeuta, especialista em tecnologia assistiva, mestre em engenharia de produção, formada no método neuroevolutivo Bobath infantil, baby course e Reeducação Postural Global/RPG. Há 20 anos atuando com pessoas com deficiência e adequação postural, é gerente de produtos na Cavenaghi!

O “Apartheid” nosso de cada dia…

Imagem de John Hain por Pixabay


Tempo de leitura: 6 minutos
Escrito por Monica Lupatin Cavenaghi
Edição: Guilherme Rocha
Contato: guilherme@cavenaghi.com.br


“O que acha de um negro ser obrigado a entrar pela porta da cozinha de um restaurante, em função de sua raça?”

Foi com essa impactante pergunta que o advogado Caio Leonardo Bessa Rodrigues, cadeirante, me fez refletir sobre o quão inaceitável é a entrada pela porta dos fundos, pela rampa lateral, pelo lift que precisa esperar pelo operador para funcionar. Sobre o quão descabido é ocupar o lugar de má visibilidade no cinema, e tantos outros “puxadinhos” que fazem com que a pessoa com deficiência quase sempre sinta-se “um peso” nos espaços nos quais consegue entrar. O recado subliminar é mais ou menos o seguinte: “não pensamos em ter você por aqui, mas providenciamos um jeito de você estar. Contente-se.”

E não se trata de um caso isolado. Em um artigo publicado no site da revista Época no início da agosto (2016), o professor Conrado Hübner Mendes falou das dificuldades que seu irmão, Rodrigo Mendes, enfrentou para participar da Flip (Feira Literária Internacional de Paraty). Tetraplégico, Rodrigo foi impedido, no primeiro dia do evento, de entrar de carro no centro histórico da cidade. Só conseguiu o feito nos dias seguintes, com a ajuda da Guarda Municipal, e mesmo assim foi hostilizado pelos pedestres.

No texto, que pode ser lido na íntegra aqui, Conrado lembra que, dois anos antes, o jornalista Jairo Marques, cadeirante, também enfrentou problemas para participar do evento. Apesar de se mostrar solidária sempre que uma história dessas é contada, a sociedade em geral, e os poderes públicos em particular, não demonstram muita disposição em mudar. E não se trata de discutir o que pode ser feito, mas de se aplicar o conceito do Desenho Universal, discutido há décadas mas muito pouco utilizado por aqui.

Na prática, Desenho Universal abrange o processo de criar os produtos que são acessíveis para todas as pessoas, independentemente de suas características pessoais, idade ou habilidades. O conceito foi desenvolvido com o objetivo de garantir que qualquer ambiente ou produto poderá ser alcançado, manipulado e usado, independentemente do tamanho do corpo do indivíduo, sua postura ou sua mobilidade.

É sempre bom lembrar que não estamos falando de algo direcionado apenas aos que precisam, mas para TODAS as pessoas. A ideia do Desenho Universal é justamente evitar a necessidade de se criar ambientes e produtos especiais para pessoas com deficiências, assegurando que todos possam utilizar com segurança e autonomia os diversos espaços construídos e objetos. Para isso, ele deve ser:

  • Igualitário – pode ser utilizado por pessoas com diferentes capacidades;
  • Adaptável – atende pessoas com diferentes habilidades e preferências, sendo adaptável para qualquer uso;
  • Óbvio – deve ser de fácil entendimento para qualquer pessoa, independentemente de sua experiência, habilidade de linguagem ou nível de concentração;
  • Conhecido – com as informações transmitidas de acordo com as necessidades de todos (figura, letras, braile e sinalização auditiva);
  • Seguro – deve minimizar riscos e possíveis consequências de ações acidentais ou não intencionais;
  • Sem esforço – para ser utilizado eficientemente, sem esforço e com o mínimo de fadiga;
  • Abrangente – estabelece dimensões e apropriados para o acesso, o alcance, a manipulação e o uso, independentemente do tamanho do corpo (obesos, anões etc.), da postura ou mobilidade do usuário (pessoas em cadeira de rodas, com carrinhos de bebê, bengalas etc.).

Mais que um conceito, o Desenho Universal é lei federal desde dezembro de 2004, quando foi publicado o Decreto Federal 5.296, que o define como:

“concepção de espaços, artefatos e produtos que visam atender simultaneamente todas as pessoas, com diferentes características antropométricas e sensoriais, de forma autônoma, segura e confortável, constituindo-se nos elementos ou soluções que compõem a acessibilidade. Quanto à implementação desta definição, o artigo 10º determina que: a concepção e a implantação dos projetos arquitetônicos e urbanísticos devem atender aos princípios do desenho universal, tendo como referências básicas as normas técnicas de acessibilidade da ABNT, a legislação específica e as regras contidas no Decreto (…)”.

Este mesmo decreto, que regulamentou as leis de acessibilidade (10.098) e de atendimento prioritário (10.048), forneceu elementos técnicos e estipulou prazos para que vias públicas, estacionamentos, edifícios públicos e privados viessem atender o Desenho Universal. O decreto prevê que as legislações estaduais e municipais, tais como planos diretores de obras e códigos de obras e posturas estaduais e municipais devem ser adaptados para atender às especificações.

Até aqui, elas são obrigatórias, pelo menos no estado e na cidade de São Paulo, apenas para habitações de interesse social. Por que esta regra ainda não é mais abrangente? A pergunta é simples, mas causa profunda reflexão na medida em que escancara um velado “apartheid” cotidiano, agora contra as pessoas com deficiência. Se, por um lado, este triste e recente episódio da história da humanidade nos causa repúdio e temos a sensação de que jamais o aceitaríamos de novo, por outro, em relação às pessoas com deficiência, nos causa passividade e, o que é pior, por vezes até gratidão: “puxa, que bom, tem um jeito do cadeirante entrar aqui”. Assim, não há como não enxergar o conceito do Desenho Universal como única alternativa viável para a arquitetura do Universo. Que entrem todos pela mesma porta. Que caminhem todos pela mesma calçada. Que acessem, todos juntos, os mesmos lugares. Justo para com as pessoas com deficiência? Não. Justo para com o desenvolvimento da humanidade. E que não precisemos de um novo Nelson Mandela pra compreender isto. Façamos acontecer!

Mobilidade Urbana e Cidade Acessível: uma questão de atitude

Imagem de Mabel Amber por Pixabay


Tempo de leitura: 6 minutos
Escrito por Monica Lupatin Cavenaghi
Edição: Guilherme Rocha
Contato: guilherme@cavenaghi.com.br


“Era um ensolarado dia de verão quando Marina conheceu Fernando. Homem lindo, dono de um largo sorriso e absolutamente gentil e delicado, Fernando conquistou rapidamente o coração de Marina, que há tempos não batia assim por alguém. Foram necessários poucos dias para que o desejo de se encontrarem mais e mais crescesse, como tinha de ser. Afinal, assim são as coisas do coração. Insondáveis e incompreensíveis. Intensas e avassaladoras.”

Qual a sua expectativa para a continuidade deste conto? O que você deseja à Marina e Fernando? Imagino que, assim como eu, você deseja que se encontrem mais e mais e que, em se encontrando, encontrem-se com tudo aquilo que o amor traz de extraordinário.

Mas, e se considerarmos que Fernando é paraplégico. O que muda? “Nada”, provavelmente você dirá! Sim, de fato nada muda entre o amor e as possibilidades de felicidade deste casal. Contudo, há que se considerar que eles poderão ser privados de várias experiências se a sociedade não lhes for generosa e se a cidade onde vivem não for acessível.

É neste contexto inclusivo e completo que precisamos pensar em mobilidade urbana. Antes de mais nada, é preciso entender o conceito: mobilidade urbana é a reunião das formas e meios utilizados pela população para se deslocar dentro do espaço urbano. E aqui, para que a história de Marina e Fernando se desenrole como imaginamos, há dois fatores importantíssimos a serem superados.

O primeiro deles é a inclusão do tema mobilidade nas políticas públicas, incluindo aí o planejamento e a implementação de ações que melhorem a acessibilidade e a mobilidade de pessoas e cargas nas cidades e, junto com isso, integrem diferentes meios de transporte. Notem que, por enquanto, não estamos falando de acessibilidade para pessoas com deficiências.

Embora sem muitos resultados práticos, o Brasil tem desde 2012 uma Política Nacional de Mobilidade Urbana, cuja aplicabilidade deveria ser obrigatória para cidades com mais de 20 mil habitantes. A determinação inicial era que, até 2015, todas as cidades com este perfil deveriam contar com um plano de acessibilidade urbana que melhorasse o deslocamento das pessoas; integrasse diferentes meios de transporte; e estabelecesse um preço acessível para as tarifas dos mesmos.

Acontece que, até o final de 2015, apenas 5% das prefeituras brasileiras prepararam seus planos e o prazo foi prorrogado para 2018. Ou seja, para que a história de Marina e Fernando continue como imaginamos, é preciso, primeiro, que esta lei seja cumprida.

Falando em lei, se levarmos em conta que Fernando é paraplégico, é preciso que uma outra também seja cumprida. O artigo 46 da Lei Brasileira de Inclusão (LBI), promulgada em 2015, prevê que “o direito ao transporte e à mobilidade da pessoa com deficiência será assegurado em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, por meio da identificação e eliminação de obstáculos e barreiras ao seu acesso”.

E não se trata apenas de garantir a oferta de veículos adaptados. Em São Paulo, por exemplo, a SP Trans informa que mais de 50% de sua frota de ônibus e micro-ônibus são adaptados para cadeirantes. Se vivesse em São Paulo, Fernando teria transporte público, mas enfrentaria uma dificuldade enorme para conseguir chegar a um ponto de ônibus, isso por conta de calçadas esburacadas, meio-fio sem rampas, postes mal colocados e uma série de outras barreiras e obstáculos que, ao contrário do que prevê a LBI, não foram identificados e eliminados.

Enfim, pensar em mobilidade é pensar, antes de mais nada, em todos. Temos que ter vagas acessíveis, mas também garantir o acesso a elas, como passo inicial. Mais que leis, é preciso que compreendamos a beleza do conceito do “desenho universal”, onde tudo é desenhado para todos, incluindo aí o passeio público, as vias, os semáforos, o transporte coletivo, os táxis, os estabelecimentos comerciais, etc. Muito mais inteligente do que uma escada com uma rampinha ao lado é pensar numa rampa espaçosa, por onde todos passem; é pensar em calçadas sem meio-fio; é pensar em estabelecimentos comerciais com portas amplas e banheiros acessíveis. Tudo mais inclusivo, mais inteligente e mais racional.

Planejar nossas cidades desta forma seria bom para a Marina, bom para o Fernando e bom para toda a sociedade. Claro que há conquistas e que avançamos muito nos últimos 30 anos, mas ainda há uma distância enorme entre o existente e o ideal. Para cumprir este trajeto, é preciso buscar o que entendemos ser justo e necessário para todos e isso exige uma nova atitude, mais positiva. De todos.

Acredito muito mais num bar que provê acesso a partir do desejo genuíno de atender melhor a seus simpáticos e festivos clientes cadeirantes, do que em comerciantes que providenciam uma rampa “de mau jeito” apenas porque a legislação assim determina. Com mais atitudes como esta, a história de Marina e Fernando poderia terminar assim, da forma como todos desejamos:

“Marina e Fernando encontraram-se muitas e muitas vezes. Almoços apressados em meio a exaustiva rotina de trabalho, em busca de um beijo roubado. Passeios de mãos dadas pelo parque. Sessões de cinema sem assistir ao filme. Tudo era motivo de encantamento. Tudo os fazia felizes, desde uma pizza na casa dos tantos amigos, até um jantar à luz de velas no melhor restaurante da cidade, afinal, Fernando e Marina haviam encontrado um ao outro. Haviam encontrado o amor.”



Monica Lupatin Cavenaghi é administradora de empresas e empresária, diretora comercial da Cavenaghi e vice-presidente da ABRIDEF, Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviço de Tecnologia Assistiva.

E aí, vamos de táxi?

Foto: Fabio Vinícius, Monica Lupatin Cavenaghi e Walter Sato.


Tempo de leitura: 6 minutos
Escrito por Monica Lupatin Cavenaghi
Edição: Guilherme Rocha
Contato: guilherme@cavenaghi.com.br


A promulgação da Lei Brasileira de Inclusão (LBI) foi um avanço e tanto para a garantia dos direitos das pessoas com deficiência. A nova lei, publicada em julho de 2015 e em vigor desde janeiro de 2016, consolida uma série de regras que, colocadas em prática, serão fundamentais para melhorar não apenas o dia a dia dessas pessoas, mas de toda a sociedade, na medida em que a torna mais justa e igualitária. Será um Brasil melhor de se viver.

É sempre bom lembrar que, de acordo com o Censo Demográfico 2010, realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 23,9% da população tem algum tipo de deficiência visual, física, auditiva ou intelectual. Em 2010, este percentual representava mais de 45 milhões de pessoas. Deste total, cerca de 7% tinha algum tipo de deficiência severa, apresentando algum grau de dependência.

Foi pensando neste grupo e em seu direito de ir e vir que foram criados os artigos 51 e 52 da LBI. O primeiro determina que as frotas de táxi devem reservar 10% de seus veículos acessíveis as pessoas com deficiência, proibindo tarifas diferenciadas para este público e autorizando o poder público a oferecer incentivos fiscais para a formação desta frota.

Já o artigo 52 aponta que as locadoras de veículos são obrigadas a contar com um veículo adaptado para uso de uma pessoa com deficiência a cada 20 veículos de sua frota. Ele determina ainda as condições mínimas para que se considere um veículo adaptado: câmbio automático, direção hidráulica, vidros elétricos e comandos manuais de aceleração e frenagem.

Como toda lei recente, a LBI também é passível de discussões e adaptações, à medida em que ela vai se ajustando à realidade. Mas para que isso ocorra, é preciso que ela seja, antes de mais nada, implementada de fato. Dois anos depois de sua promulgação, os artigos da LBI que garantem o direito à locomoção das pessoas com deficiência estão saindo do papel para as ruas em um ritmo lento, muito abaixo do que seria necessário.

O Brasil conta hoje com uma frota de cerca de 130 mil táxis. Em um mundo ideal, para este volume, a frota de veículos adaptados deveria ser de cerca de 13 mil táxis. Até aqui, o Brasil conta com um total de apenas cerca de 700 veículos adaptados circulando. Há iniciativas aqui e ali, mas o ponto é que, dos mais de cinco mil municípios brasileiros, apenas perto de 1% destes têm algum sistema de táxi que conte com carros adaptados com rampa para transportar um cadeirante. E naqueles em que esta frota existe, os números ainda estão abaixo do previsto em lei.

Na imagem, uma Spin Acessível com rampa que atua em uma frota de táxi, no município de Guarulhos – SP.

A cidade de São Paulo, por exemplo, com uma frota de aproximadamente 38 mil táxis, conta com apenas 200 veículos adaptados (somando-se aqui os táxis pretos e os tradicionais). Se levarmos em conta que boa parte destes veículos trabalha em regime quase exclusivo para o serviço Atende (Serviço de Atendimento Especial),  percebe-se um enorme vale entre a frota existente e a necessária para atender às demandas da população. Neste caso, para atender à LBI, a frota de táxis adaptados deveria ser radicalmente maior.

Outro ponto relevante a se discutir é a obrigatoriedade de manutenção da tarifa. Justo? Sim e não. Sim, se pensarmos no alto custo de vida que é imposto a uma pessoa com deficiência. Não, se pensarmos na lucratividade do taxista, que tem investimentos (adaptação do veículo) e custos operacionais (tempo de embarque e desembarque, busca de local acessível, entre outros cuidados que este tipo de transporte exige) maiores para prestar esse serviço, se comparados a um táxi convencional.

E se falamos de táxis, não podemos deixar de lado os serviços por aplicativos como o UBER, por exemplo, que hoje conta com 500 mil veículos em todo o Brasil, 150 mil apenas na Grande São Paulo. Aqui a questão é mais delicada, pois este tipo de serviço não se enquadra na LBI, a não ser de forma genérica, no artigo 48, que prevê que os veículos de transporte coletivo terrestre, aquaviário e aéreo devem ser acessíveis.

O fato é que, se a criação da lei foi um avanço, ainda temos muito a caminhar para garantir que ela seja colocada em prática, garantindo às pessoas com deficiência o direito à locomoção nas mesmas condições que as demais. Para que isso aconteça, as discussões, interações e cobranças, seja do poder público, seja das empresas privadas, devem ser constantes. É a garantia do direito de ir e vir, de táxi, aplicativo ou de carro alugado.



Monica Lupatin Cavenaghi é administradora de empresas e empresária, diretora comercial da Cavenaghi e Vice-presidente da ABRIDEF, Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviço de Tecnologia Assistiva.

5 filmes para você assistir no fim de semana

Olá, pessoal! Mais um final de semana chegando e, já que o melhor a fazer é nos preservarmos e cuidarmos da nossa saúde, preparamos uma lista com 5 filmes que tenham um conteúdo relacionado as pessoas com deficiência para você assistir ou rever novamente!

Então, prepara a pipoca e bom divertimento! Ah, sabemos que praticamente todos os filmes não são recentes… Mas, vale como comparativo sobre como a deficiência era enxergada em diferentes épocas e países! E fomos democráticos na escolha: tinha que ter filmes gratuitos e pagos, acessível para todos os bolsos!

E fica lançado o desafio: quais filmes sobre esse tema você assistiu recentemente e que você achou? Comenta com a gente para atualizarmos a nossa próxima lista! Bom divertimento 🙂


Tempo de leitura: 6 minutos
Escrito por Guilherme Rocha
guilherme@cavenaghi.com.br
@guigo.rocha


1. Menina de Ouro

Frankie Dunn é um veterano treinador de boxe de Los Angeles que mantém quase todos a uma certa distância, exceto o velho amigo e sócio Eddie Dupris. Quando Maggie Fitzgerald, uma operária transferida de Missouri, chega ao ginásio de Frankie em busca de sua experiência, ele fica relutante em treinar a jovem. Mas quando cede ao seu jeito reservado, os dois formam um vínculo muito próximo que inevitavelmente mudará suas vidas.


2. Uma Lição de Amor

Sam Dawson, um pai com problemas mentais que toma conta de sua filha Lucy com a ajuda de um grupo de amigos. Quando Lucy faz sete anos e começa a ultrapassar seu pai intelectualmente, o seu vínculo é ameaçado quando sua vida nada convencional chama a atenção de uma assistente social que quer que Lucy seja colocada em um orfanato.


3. O Colecionador de Ossos

A policial Amelia Donaghy está na perseguição de um assassino em série cujo cartão de visita é um pequeno pedaço de osso extraído de cada uma de suas vítimas. Incapaz de decifrar as pistas enigmáticas que o assassino deixa para trás na cena do crime, Amelia apela para o tetraplégico especialista em criminologia forense, Lincoln Rhyme, para ajudar. Com ela agindo como intermediária de Rhyme, os dois se juntam na esperança de descobrir quem pode ser a próxima vítima.


4. Uma Janela para o Céu

Jill Kinmont é uma jovem de 18 anos que vive nos Estados Unidos de 1955. Um grande talento no esqui, todos apostam que a menina ganhará os Jogos Olímpicos de Inverno de 1956. Mas acontece um acidente, e Jill quase morre depois de uma perigosa queda na neve. Ela não perde a vida, mas fica paralisada do pescoço para baixo, e impedida de praticar esportes para sempre. Jill começa então a enfrentar outra batalha: Reaprender a viver, agora com uma deficiência grave. Para isso ela terá que contar com o apoio de familiares, pais e amigos.


5. Amargo Regresso

Quando seu marido embarca para o Vietnã com os fuzileiros, Sally começa a trabalhar em um hospital de veteranos. Lá ela se apaixona por Luke, um sargento que ficou paraplégico na guerra. Quando Bob retorna, os três tentam se adaptar às mudanças.


E aí, curtiu?! Ou relembrou?! Deixa seu comentário! E nos vemos no próximo post…

Até lá!

Coronavírus: informações para as pessoas com deficiência


Tempo de leitura: 6 minutos
Escrito por Guilherme Rocha
guilherme@cavenaghi.com.br
@guigo.rocha


Ciente da atual situação global vivenciada pela epidemia da doença COVID-19 transmitida pelo novo Coronavírus e com base nas orientações da OMS – Organização Mundial de Saúde – e dos demais órgãos competentes, que direcionam sobre as medidas preventivas que devem ser tomadas para evitar a rápida propagação deste vírus, a Cavenaghi gostaria de compartilhar através de um vídeo depoimento gravado pela sua diretora comercial Monica Lupatin Cavenaghi, algumas informações para o seu público no intuito de contribuir para que essa pandemia seja controlada e amenizada aos poucos, além de comunicar algumas alterações em sua rotina de loja – durante o período de quarentena – e reforçar informações que são do interesse das pessoas com deficiência, relacionadas a esse momento de cuidados e prevenção, que você pode ler e acessar após o vídeo.



Em paralelo, gostaríamos de compartilhar um material informativo de apoio e divulgação sobre a COVID-19 e os pontos de atenção para com o público PCD, elaborado e distribuído em 19 de março de 2020 às 17h22m pela Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, órgão integrante do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos que atua na articulação e coordenação das políticas públicas voltadas para as pessoas com deficiência.

Em breve, compartilharemos mais notícias sobre a atual situação relacionada a esse momento e esperamos, através das medidas tomadas e da disseminação da informação, contribuir para diminuição dessa pandemia e celebrar a sua diminuição de expressividade 🙂


Confira algumas orientações relacionadas ao funcionamento das nossas lojas, bem como os canais de atendimento que disponibilizamos a fim de dar suporte e atendimento a todos os nossos clientes:

  1. Televendas (para todo o Brasil)
    Fone: (11) 2380.3050
    Whatsapp: (11) 94005.6880

  2. Vendas via e-commerce (para todo o Brasil)
    www.cavenaghi.com.br

  3. Atendimento presencial na loja de São Paulo apenas sob agendamento:
    (11) 2380.3050

  4. A loja Rio de Janeiro permanece fechada, mas está operando através do Whatsapp: (21) 97041.2195

  5. Frete grátis para todo o Brasil para compras acima de R$500,00

  6. Horário de funcionamento para atendimento em todos os canais:
    Segunda a sexta, das 8h às 17h
    Sábados, das 8h às 16h

Leila, dois filhos cadeirantes e uma Spin Acessível

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, ao longo da semana de 2 a 6 de março de 2020, compartilhamos histórias, vivências e experiências de 5 mulheres que combinam inspiração, empoderamento, determinação, força e superação! Acompanhe todas as histórias aqui no nosso blog e boa leitura 🙂


Tempo de leitura: 5 minutos
Escrito por Guilherme Rocha
guilherme@cavenaghi.com.br
@guigo.rocha


Leila Conceição tem 56 anos e é mãe de dois filhos: Thiago, de 36 anos e Sabrina, de 31. Ambos são cadeirantes, com paralisia cerebral. Por eles terem um alto nível de dependência, Leila dedica a maior parte do seu tempo para cuidar deles, levando-os para fisioterapia, consultas médicas e etc, além de todos os cuidados da casa onde eles moram em Pindamonhangaba, interior de São Paulo.

Divorciada há 15 anos, na época, Leila descobriu que tinha um terreno e, com o passar dos anos, a rotina da família passou a exigir um esforço grande para guardar as duas cadeiras de rodas no porta-malas, além de transferir “as crianças” (forma ao qual ela se refere aos filhos) para o banco do carro. Decidiu, então, vender esse terreno e usar o valor recebido para investir em um carro que pudesse facilitar o dia a dia da família.

Foi aí que, através das redes sociais, ela conheceu a Cavenaghi, em 2019. Imediatamente entrou em contato com a empresa e começaram as conversas. Porém, a solução disponível que poderia atender a necessidade da Leila era a Spin Acessível!

Mas, tinha um pequeno detalhe: só dava para transportar um cadeirante por vez acomodado em sua própria cadeira de rodas. Entretanto (e felizmente!), a Cavenaghi tinha um outro produto que “caiu como uma luva”: o banco giratório, uma adaptação onde o banco do passageiro sai para fora do carro, facilitando assim a transferência de pessoas com mobilidade reduzida. Era tudo o que Leila, Thiago e Sabrina precisavam! Dessa forma, o Thiago entra na parte de trás do carro e viaja acomodado em sua própria cadeira de rodas e a Sabrina, transfere para o banco do passageiro!

“Poder cuidar dos meus filhos, propiciando para eles o melhor que eu posso fazer, faz eu me sentir uma mulher guerreira, além de transmitir força e muito amor para outras mães. Somos uma família muito feliz, meus filhos são um presente de Deus e eu acredito muito no poder dele. Mesmo sabendo que nossa vida não é fácil, eu sou muito grata a Deus por ter a oportunidade de cuidar “das crianças”, pois eu sei que tem mães em situações muito mais difíceis que a minha”.


E aí, gostou das histórias que trouxemos ao longo da Semana da Mulher?! Nós agradecemos a todas as personagens que participaram com a gente dessa semana, dividindo um pouco de suas vidas conosco! Em breve, voltaremos com mais conteúdo pra você! E lembre-se: compartilhe a sua história com a gente: envie um e-mail para marketing@cavenaghi.com.br ou mande um Whastapp para (11) 991211993. Você pode ganhar descontos em produtos além de ter a uma matéria como essa que pode inspirar e ajudar outras pessoas!

Nos vemos no próximo post…
Até lá 🙂

Guilherme Rocha
guilherme@cavenaghi.com.br
@guigorocha