Rosane, o opala adaptado e os movimentos em prol da inclusão

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, ao longo da semana de 2 a 6 de março de 2020, compartilhamos histórias, vivências e experiências de 5 mulheres que combinam inspiração, empoderamento, determinação, força e superação! Acompanhe todas as histórias aqui no nosso blog e boa leitura 🙂


Tempo de leitura: 5 minutos
Escrito por Guilherme Rocha
guilherme@cavenaghi.com.br
@guigo.rocha


“Há muitos anos atrás, falei pro Carlos (Cavenaghi) sobre um filme que o personagem dirigia uma Kombi em sua própria cadeira de rodas. Muitos anos depois, em 2018, procurei a Cavenaghi para comprar o Pegasus”.

Rosane Audi Cristofolini, 64 anos, é formada em psicologia pela universidade São Marcos. Na época da faculdade, em 1976, encontrou uma auto escola e iniciou o processo para tirar a sua CNH. Nessa época, ela teve o primeiro contato com a Cavenaghi e com o sr. Olevir (pai do Carlos Cavenaghi). Adaptou seu primeiro carro (um Opala bege) e depois de longos 5 anos, completou a faculdade e imediatamente começou a trabalhar. Nessa época, ela tinha força para se locomover com bengalas canadenses.

Nascida no interior de São Paulo, na cidade de Borborema, foi diagnosticada com Poliomelite aos 8 meses de vida, logo após perder seu pai. “Desde cedo, eu tive uma grande referência de mulher”, referenciando-se a sua mãe, dona Genoveva, que ficou viúva após 1 ano e meio de casada e encarou a doença de Rosane com muita autoestima. Até os 8 anos de idade, fazia 2 sessões de fisioterapia por dia a fim de recuperar e fortalecer o máximo de movimentos possível, pois a doença tinha comprometido seus membros superiores e inferiores. Aos 13 anos, iniciou um longo período de cirurgias ortopédicas. Foram 23 cirurgias no total. As últimas cirurgias, ela já estava na faculdade.

Na foto, Rosane e as primas, Marina e Celisa

Formou-se em 1981, um ano marcado pela luta das pessoas com deficiência a favor da inclusão social. Foi quando conheceu o seu futuro marido através de um programa de TV. Hilário Cristofolini também era cadeirante e um dos líderes que organizava os movimentos em prol dos direitos das Pessoas com Deficiência em todo o Brasil. Rosane juntou-se ao movimento pela inclusão e conheceu Hilário pessoalmente. Casaram-se em 1987 e ficaram juntos por 30 anos.

Nas fotos, Rosane e Hilário, na cerimônia de casamento

Cerca de 20 anos atrás, Rosane foi diagnosticada com Síndrome Pós-Pólio e tinha muitas dores, principalmente nos ombros e nas articulações. Passou a usar a cadeira de rodas motorizada. “É um conforto imenso, porém um grande desconforto na hora de guardá-la no carro”, ela conta. Em 2017, ficou sabendo através da internet que a Cavenaghi iria lançar o Pegasus e não pensou duas vezes: procurou o Carlos Cavenaghi para retomar o assunto do filme e verificar a possibilidade de conduzir uma Ecosport em sua própria cadeira de rodas.

“O Pegasus trouxe autonomia e liberdade pra mim, pois eu consigo entrar e sair do carro com facilidade. Hoje eu tenho uma vida tranquila, porém ativa e atarefada: sou aposentada, síndica do prédio onde eu moro e administro os cuidadores do meu padrasto, que tem 88 anos e convive com Alzheimer. Uso o carro para me divertir, ir ao médico, visitar as amigas e os parentes e pra ir aonde eu quiser, controlando meu esforço físico apenas para dirigir, sem depender de ninguém”.


Importante: A Rosane faz parte do projeto PEGASUS no BRASIL como unidade teste. Este projeto está em tramitação documental nos órgãos competentes. Para mais informações, entre em contato conosco: (11) 2380.3050.


Gostou?! Então se liga que amanhã traremos uma nova história, em comemoração a Semana da Mulher! Se você quiser compartilhar a sua história com a gente, envie um e-mail para marketing@cavenaghi.com.br ou manda um Whastapp para (11) 991211993. Você pode ganhar descontos em produtos além de ter a uma matéria como essa que pode inspirar e ajudar outras pessoas!

Nos vemos no próximo post…
Até lá 🙂

Guilherme Rocha
guilherme@cavenaghi.com.br
@guigorocha

Ariane Fuccilli e a liberdade de ir e vir

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, ao longo da semana de 2 a 6 de março de 2020, compartilhamos histórias, vivências e experiências de 5 mulheres que combinam inspiração, empoderamento, determinação, força e superação! Acompanhe todas as histórias aqui no nosso blog e boa leitura 🙂


Tempo de leitura: 5 minutos
Escrito por Guilherme Rocha
guilherme@cavenaghi.com.br
@guigo.rocha


Antes de ler essa matéria, que tal pegar uma carona no Pegasus da Ariane? Assista o vídeo, conheça a sua história e veja na prática, como ela entra, sai e dirige seu carro na própria cadeira:

Ariane Fuccilli, 44 anos, é formada em psicologia desde 2012. Atualmente, é funcionária pública e trabalha na maternidade Amador Aguiar, prestando atendimento na área de planejamento familiar. O primeiro contato com o “universo” da pessoa com deficiência foi quando seu padrinho sofreu um acidente automobilístico que o deixou tetraplégico em 1994.

Em 2002, Ariane teve uma lesão no cerebelo, origem da esclerose múltipla, deixando-a paraplégica com graves comprometimentos, inclusive nos membros superiores. “Eu não tinha força se quer para segurar um talher”, conta Ariane. Em 2004 fez um transplante de medula para controlar a patologia.

Após a cirurgia, Ariane foi para a faculdade e pode contar com a ajuda de seu pai, Wilde, que a levou diariamente durante 5 anos para conquistar seu diploma e formação. Além dele, ela pode contar sempre com a ajuda de muitas pessoas que também a ajudaram de alguma forma ao longo dessa jornada. Concluída essa etapa, por mais alguns anos, seu pai a levava diariamente ao trabalho e as transferências pro carro começaram a ficar um pouco desgastantes para todos (isso, infelizmente, é inevitável na vida de qualquer pessoa que utiliza cadeira de rodas).

Foi então que a Ariane conheceu Pegasus da Cavenaghi, o que mudou radicalmente a sua vida (e de toda sua família). “O Pegasus me deu autonomia e liberdade para todos na minha casa, pois meus pais podem fazer o que quiserem. É uma solução em tecnologia assistiva e adaptação veicular para pessoa com deficiência libertadora, permitindo que o cadeirante entre e saia do carro sem se preocupar em transferir da cadeira de rodas para o banco do carro”. Além disso, a experiência em conduzir o Pegasus é empoderadora, afirma Ariane: “Por mais que o assunto sobre o machismo e feminismo esteja em alta, ainda existem comentários que taxam as mulheres de “barbeira” e etc.

Estar conduzindo esse carro mostra um empoderamento ainda maior: sou mulher, sou cadeirante e meu carro me auxilia ao ponto de eu não depender de ninguém. Eu tenho consciência que faço parte de uma parcela da população privilegiada por ter acesso e recurso para poder nessa tecnologia que me auxilia muito. O ideal é que todos tivessem acesso, inclusive pelos SUS (risos). Mas mesmo sendo uma solução de alto investimento financeiro, o fato de existir e possibilitar a autonomia já é um primeiro e grande passo para evoluirmos”.


Gostou?! Então se liga que amanhã traremos uma nova história, em comemoração a Semana da Mulher! Se você quiser compartilhar a sua história com a gente, envie um e-mail para marketing@cavenaghi.com.br ou manda um Whastapp para (11) 991211993. Você pode ganhar descontos em produtos além de ter a uma matéria como essa que pode inspirar e ajudar outras pessoas!

Nos vemos no próximo post…
Até lá 🙂

Guilherme Rocha
guilherme@cavenaghi.com.br
@guigorocha