Inspiração e superação: conheça a história de Selma Ferreira

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, ao longo da semana de 2 a 6 de março de 2020, compartilhamos histórias, vivências e experiências de 5 mulheres que combinam inspiração, empoderamento, determinação, força e superação! Acompanhe todas as histórias aqui no nosso blog e boa leitura 🙂


Tempo de leitura: 5 minutos
Escrito por Guilherme Rocha
guilherme@cavenaghi.com.br
@guigo.rocha


Aos 27 anos, Selma deu a luz a um menino chamado Victor Hugo, que aos 5 anos de idade, desencadeou crises convulsivas de difícil controle (epilepsia). A partir daí, a rotina hospitalar passou a ser frequente e, em uma das internações do Victor, conheceu uma criança de 1 ano com paralisia cerebral, abandonada pela mãe biológica. Diante dessa situação, ela fez uma promessa: “Se Deus me permitir levar o Victor Hugo para casa novamente, eu irei lutar pela adoção daquele menino”. Miguel – a criança da UTI – mal sabia que dentro de alguns dias, ganharia um novo lar, uma mãe corajosa e uma família especial.

Nas fotos, Miguel e Victor Hugo

5 anos se passaram e Selma viajava de Cuiabá a Ribeirão Preto eventualmente para realizar o tratamento do Victor Hugo. Nesse período, pelo alto custo do transporte por ambulância, conseguiram por decisão judicial “ganhar” o valor de uma adaptação e compraram uma Doblô Acessível para transportá-lo nessas viagens. Porém, durante esse processo em 2013, o filho mais novo Miguel teve uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. 8 meses depois, às vésperas da chegada do carro adaptado, Victor Hugo ficou internado na UTI e, infelizmente, também veio a falecer.

Sem utilidade, ela tentou vender o carro, mas não conseguiu. Inevitavelmente, teve uma depressão pela perda das duas crianças, mas tomou uma decisão: começou a usar a Doblô Acessível para prestar serviço de transporte para os cadeirantes de Cuiabá, onde os transportava para hospitais, consultas, clínicas de terapia, escolas e passeios ao shopping. Conheceu novas pessoas e também prestava serviço social – muitas vezes não cobrava as corridas. Pela inexperiência no transporte, começou a ter prejuízo, pois cobrava um preço baixo para atender a população menos favorecida. Infelizmente, teve que vender o carro.

Até agora, já temos motivos suficientes para entender o motivo e a razão do título desse post, certo? Pois, não para por aqui: Em uma das visitas ao lar de crianças com algum tipo de deficiência, em Cuiabá, Selma conheceu a Andressa, de 5 anos e que tem uma paralisia cerebral, alimenta-se por sonda e não anda. Juntamente com a sua família, decidiram adotá-la. Logo após, teve uma atitude pra lá de empreendedora: profissionalizou-se, fez cursos e reorganizou-se financeiramente durante dois anos. Ficou esse tempo sem trabalhar, mas focou em sua saúde e nos cuidados com a Andressa. E após esse período, pegou suas economias e investiu em um novo carro adaptado: uma Spin Acessível para voltar ao trabalho que ela tanto gostava e que ajudava às pessoas que também precisavam.

Andressa, 5 anos, filha da Selma

“Trabalhar no táxi acessível alimenta meu espírito, pois eu posso contribuir para outras pessoas e famílias que passam pela mesma situação que eu”, comentou Selma, que também é casada e mãe da Yasmin, do Igor Henrique (filhos biológicos) e da Andressa, que já conhecemos.

Hoje, além de trabalhar no táxi acessível, ela tem planos de investir num segundo carro adaptado, conciliando retorno financeiro e trabalho social. “Eu quero ter mais uma Spin Acessível para aumentar a demanda de corridas e poder praticar um preço mais justo para atender um número maior de pessoas que precisam”, afirma.

Na foto, o sr. Jormindo (marido da Selma) e o Fabio Vinicius (equipe Cavenaghi) no dia da entrega da Spin Acessível


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Nos vemos no próximo post…
Até lá 🙂

Guilherme Rocha
guilherme@cavenaghi.com.br
@guigorocha

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